Você sabia que pode certificar uma construção como Green Building, independente do seu uso, e que essa certificação podem vir a valorizar o imóvel e o índice de locação ser superior às de imóveis convencionais?

Neste post, traço um panorama geral de certificações green building (construção verde) no brasil, citando os principais instituições e seus instrumentos de validações.

 

Conhecendo Green Building

Com o grande crescimento em todo mundo do green building, algumas organizações têm desenvolvido normas, códigos e sistemas de classificação, que permitem que os governos, as construtoras e empresas envolvidas nas construções, profissionais  e os clientes compreendam melhor um green building.

Essas normas são conjuntos de regras que estabelecem requisitos mínimos para elementos de construção verde, tais como materiais, sistemas construtivos, equipamentos, etc.

Em alguns casos, essas normas são escritas para os governos locais poderem adotá-las como instrumentos para o incentivo a construção verde, como o objetivo de reduzir o impacto ambiental local dos edifícios.

Sistemas de classificação de construção verde, ajudam os profissionais envolvidos no projeto e construção e consumidores a determinar o nível de desempenho ambiental desejado de uma estrutura.

A classificação varia de acordo com o número de recursos sustentáveis realizados na obra, como por exemplo:

  • localização e manutenção do canteiro de obras;
  • conservação de água;
  • conservação de energia;
  • materiais de construção;
  • conforto e saúde dos ocupantes.

Algumas das principais ferramentas de avaliação ambiental e certificações de construções atualmente em uso no Brasil são:

 

1 – Instituição: GBC Brasil

O GBC Brasil é uma ONG, sem fins lucrativos, constituída por um “Conselho” e integrante do World GBC, uni todos os Conselhos Nacionais de Green Building, e se apresenta como a organização internacional que influencia todo o mercado da “construção verde”.

O GBC Brasil tem por finalidades:

I – a defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;

II – o fomento à conscientização dos princípios e das práticas de construções e processos de construção sustentáveis, do ponto de vista ambiental, assim designados e reconhecidos como “construções sustentáveis”;

III – a promoção da adoção de construções e bairros sustentáveis no mercado, além da constituição de parcerias estratégicas neste âmbito;

IV – a promoção de ações educacionais, pelos seus diversos meios, para profissionais e estudantes das mais diversas áreas de conhecimento, visando à divulgação, o desenvolvimento e ensino de técnicas de construção sustentável, as quais diminuam as perdas e os impactos ecológicos;

V – a promoção de ações educacionais, pelos seus diversos meios, para profissionais e estudantes das mais diversas áreas de conhecimento, visando à divulgação, o desenvolvimento e o ensino de técnicas de construção sustentável, as quais diminuam as perdas e os impactos ecológicos;

VI – exclusivamente direcionadas à manutenção dos objetivos associativos, a produção e/ou venda de materiais diversos, com o intuito de divulgar, capacitar e auxiliar o mercado na construção de edificações de cunho sustentável.

 

1 – Certificação: LEED


LEED
(Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações, utilizado em 160 países, e possui o intuito de incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações.

Tipos de certificações:

Classificações:

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2 – Certificação: Referencial Casa

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O Referencial GBC Brasil Casa foi desenvolvido pelo Comitê Técnico do Green Building Council Brasil formado por profissionais das empresas associadas, professores universitários e gestores públicos convidados, totalizando cerca de 200 voluntários.

O Referencial fornece as ferramentas e conhecimento necessário para projetar, construir e operar residências e edifícios residenciais que possuem alto desempenho econômico, social e ambiental.

O objetivo é abordar e avaliar diferentes questões de eficiência e sustentabilidade, em projetos residenciais.

 

2 – Instituição: Fundação Vanzolini

 

A Fundação Vanzolini tem como objetivo o desenvolvimento socioeconômico do país, formando profissionais, promovendo palestras, treinamentos e cursos na área de Gestão da Qualidade, e concede certificados nos âmbitos das normas:

  • ISO 9001 para Sistemas de Gestão da Qualidade;
  • Sassmaq;
  • Transqualit;
  • ISO/TS 16949 para Certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade para a Indústria Automotiva;
  • ISO 14001 para Sistemas de Gestão Ambiental;
  • OHSAS 18001 para Sistemas de Saúde e Segurança Ocupacional;
  • Normas ONA para Acreditação de Organizações de Saúde.

Como resultado, a Fundação Vanzolini tornou-se a única entidade brasileira integrada à The International Certification Network (IQNet) – rede composta pelas 38 mais importantes certificadoras que estão presentes em mais de 150 países, o que outorga validade internacional às suas certificações.

Foi também, o primeiro organismo de certificação acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (Cgcre) no Brasil, a conceder certificados do Sistema de Qualidade ISO 9001, dentro do Sistema Brasileiro de Certificação.

Em março de 2004, a Fundação Vanzolini conquistou mais uma acreditação inédita na América do Sul, se tornando o primeiro e único Organismo de Certificação credenciado pelo IATF (International Automotive Task Force) para conceder a Certificação ISO/TS 16949, a nova Certificação Automotiva requerida pelas Montadoras dentro da Cadeia de Fornecimento para a Indústria Automobilística.

A área de Certificação está dividida em quatro sub-áreas:

Neste vídeo abaixo, você assistirá uma breve apresentação da Fundação Vanzolini e uma pequena explicação sobre a certificação AQUA-HQE.

 

Certificação: AQUA-HQE

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O Processo AQUA-HQE é uma certificação internacional da construção sustentável desenvolvido a partir da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité Environnementale) e aplicado no Brasil exclusivamente pela Fundação Vanzolini.

Desde seu lançamento em 2008 o Processo AQUA-HQE propõe um novo olhar para sustentabilidade nas construções brasileiras; seus referenciais técnicos foram desenvolvidos considerando a cultura, o clima, as normas técnicas e a regulamentação presentes no Brasil, mas buscando sempre uma melhoria contínua de seus desempenhos.

Mantendo a base conceitual francesa, o reconhecimento dessa proposta é agora reforçado pela sua efetiva atuação na rede de certificação internacional HQE™.

O empreendimento será certificado, com emissões dos certificados após as auditorias, uma vez constatado atendimento aos critérios dos Referenciais de Certificação de acordo com a tipologia do empreendimento.

É fundamental que o empreendedor esteja comprometido com  o desenvolvimento sustentável desde o início do projeto, pois  a certificação requer implantação de um sistema de gestão do empreendimento (SGE) e também  o atendimento das 14 categorias de qualidade ambiental do empreendimento (QAE), distribuídos da seguintes maneira:

  • 1 -Relação do edifício com o seu entorno;
  • 2 – Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos;
  • 3 – Canteiro de obras de baixo impacto ambiental;
  • 4 – Gestão da energia;
  • 5 – Gestão da água;
  • 6 – Gestão de resíduos de uso e operação do edifício;
  • 7 – Manutenção, permanência do desempenho ambiental;
  • 8 – Conforto higrotérmico;
  • 9 – Conforto acústico;
  • 10 – Conforto visual;
  • 11 – Conforto olfativo;
  • 12 – Qualidade sanitária dos ambientes;
  • 13 – Qualidade sanitária do ar;
  • 13 – Qualidade sanitária da água.

Cada uma das 14 categorias do AQUA-HQE pode ser classificada em três níveis:

  • Base;
  • Boas práticas;
  • Melhores práticas.

Cabe ao empreendedor definir quais categorias atingir, a classificação máxima, intermediária ou mínima, dependendo do contexto e de sua estratégia de sustentabilidade.

Para um empreendimento ser certificado AQUA-HQE, o empreendedor deve ter um perfil mínimo de desempenho:

  • 3 categorias no nível Melhores Práticas;
  • 4 categorias no nível Boas Práticas;
  • 7 categorias no nível Base.

 

3 – Instituição: PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica

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O Procel – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica é um programa de governo federal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia – MME e executado pela Eletrobras.

Foi instituído em 30 de dezembro de 1985 para promover o uso eficiente da energia elétrica e combater o seu desperdício.

As ações do Procel contribuem para o aumento da eficiência dos bens e serviços, para o desenvolvimento de hábitos e conhecimentos sobre o consumo eficiente da energia e, além disso, postergam os investimentos no setor elétrico, mitigando, assim, os impactos ambientais e colaborando para um Brasil mais sustentável.

Nesse contexto, o Procel promove ações de eficiência energética em diversos segmentos da economia, que ajudam o país a economizar energia elétrica e que geram benefícios para toda a sociedade.

Áreas de atuação do Procel:

 

  • Equipamentos – identificação, por meio do Selo Procel, dos equipamentos e eletrodomésticos mais eficientes, o que induz o desenvolvimento e ao aprimoramento tecnológico dos produtos disponíveis no mercado brasileiro.
  • Edificações – promoção do uso eficiente de energia no setor de construção civil, em edificações residenciais, comerciais e públicas, por meio da disponibilização de recomendações especializadas e simuladores.
  • Iluminação pública (Reluz) – apoio a prefeituras no planejamento e implantação de projetos de substituição de equipamentos e melhorias na iluminação pública e sinalização semafórica.
  • Poder público – ferramentas, treinamento e auxílio no planejamento e implantação de projetos que visem ao menor consumo de energia em municípios e ao uso eficiente de eletricidade e água na área de saneamento.
  • Indústria e comércio – treinamentos, manuais e ferramentas computacionais voltados para a redução do desperdício de energia nos segmentos industrial e comercial, com a otimização dos sistemas produtivos.
  • Conhecimento – elaboração e disseminação de informação qualificada em eficiência energética, seja por meio de ações educacionais no ensino formal ou da divulgação de dicas, livros, softwares e manuais técnicos.

 

Certificação: Procel Edifica

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O Selo Procel Edifica, estabelecido em novembro de 2014, é um instrumento de adesão voluntária que tem por objetivo principal, identificar as edificações que apresentem as melhores classificações de eficiência energética em uma determinada categoria, motivando o mercado consumidor a adquirir e utilizar imóveis mais eficientes.

Este é um setor de extrema importância no mercado de energia elétrica, representando cerca de 50% do consumo de eletricidade do País.

Para obter o Selo Procel Edifica, recomenda-se que a edificação seja concebida de forma eficiente desde a etapa de projeto, ocasião em que é possível obter melhores resultados com menores investimentos, podendo chegar a 50% de economia.

A metodologia de avaliação da conformidade está descrita no Regulamento para Concessão do Selo Procel de Economia de Energia para Edificações, bem como nos Critérios Técnicos específicos.

Baseiam-se no Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em Edifícios:

  • Comerciais;
  • Serviços;
  • Públicos (RTQ-C).

Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em Edificações Residenciais (RTQ-R) do Programa Brasileiro de Edificações – PBE Edifica.

Nos edifícios comerciais, de serviços e públicos são avaliados três sistemas:

  • envoltória;
  • iluminação;
  • condicionamento de ar.

Nas Unidades Habitacionais são avaliados:

  • a envoltória;
  • o sistema de aquecimento de água.

O Selo Procel Edificações é outorgado tanto na etapa de projeto, válido até a finalização da obra, quanto na etapa da edificação construída.

Os modelos e as formas de aplicação do Selo estão descritas no Manual de Identidade Visual do Selo Procel Edificações.

Os Selos são emitidos pela Eletrobrás após a avaliação realizada por um Organismo de Inspeção Acreditado (OIA) pelo Inmetro, com escopo de Eficiência Energética em Edificações – OIA-EEE.

O Procel Edifica disponibiliza uma Lista de laboratórios, distribuídos por todas as regiões geográficas brasileiras, que foram financiados e capacitados pela Eletrobras e possuem consultores especialistas em Eficiência Energética em Edificações.

Estes laboratórios, juntamente com outros parceiros, compõem a R3E – Rede de Eficiência Energética em Edificações, criada para difundir, apoiar e aprimorar o processo de etiquetagem de edificações no Brasil de acordo com os regulamentos técnicos aprovados pelo Inmetro.

 

4 – Instituição: CAIXA

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A Caixa é uma instituição bancária, criada em 1861 que tem inúmeras atividades ligadas a serviços bancários e prestação de serviços relacionados a responsabilidades governamentais.

Além de todas essa atribuições bancárias, a CAIXA também criou, com ajuda do seu corpo técnico, uma classificação socioambiental  dos projetos habitacionais financiados pela instituição.

 

Certificação: Casa Azul

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O Selo Casa Azul é uma classificação socioambiental dos projetos habitacionais financiados pela Caixa.

É a forma que o banco encontrou de promover o uso racional de recursos naturais nas construções e a melhoria da qualidade da habitação.

A principal missão do selo é reconhecer projetos que adotam soluções eficientes na construção, uso, ocupação e manutenção dos edifícios.

São 53 critérios de avaliação, divididos em 6 categorias:

 

  • Qualidade Urbana;
  • Projeto e Conforto;
  • Eficiência Energética;
  • Conservação de Recursos Materiais;
  • Gestão da Água;
  • Práticas Sociais.

Para receber o Selo Casa Azul, o empreendimento deve obedecer a 19 critérios obrigatórios e, de acordo com o número de critérios opcionais atendidos, o projeto ganha o selo nível bronze, prata ou ouro:

  • Bronze: atende aos 19 itens obrigatórios;
  • Prata: atende aos 19 itens obrigatórios, mais 6 opcionais;
  • Ouro: atende aos 19 itens obrigatórios, mais pelo menos, 12 opcionais.

 

5 – Instituição: Prefeitura do Rio de Janeiro

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Certificação: QUALIVERDE

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A prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) colocou em prática a certificação das construções sustentáveis por meio do Qualiverde, criado pelo decreto Nº 35745, de 06 de junho de 2012, com o objetivo de incentivar empreendimentos que contemplem ações e práticas destinadas a reduzir os impactos ambientais.

O programa se completa com um conjunto de leis que inclui benefícios fiscais e edilícios para os empreendimentos qualificados.

A qualificação é opcional e aplicável aos projetos de edificações novas e existentes, de uso residencial, comercial, misto ou institucional.

O certificado é concedido aos empreendimentos seguindo critérios de pontuação. Aquele que atingir, no mínimo, 70 pontos será classificado como Qualiverde e o que atingir 100 pontos receberá o selo Qualiverde Total.

No caso de projetos de prédios existentes, as ações e práticas de sustentabilidade devem ser relativas a toda a edificação e ao lote em que ela se encontra, e não apenas ao acréscimo de construção ou área reformada.

O requerimento para obtenção do selo é analisado por grupo de trabalho formado por representantes das secretarias de Urbanismo e de Meio Ambiente, no prazo de sete dias.

O projeto de construção que obtiver a qualificação terá tramitação prioritária no licenciamento das obras.

Estas leis vão estabelecer os critérios para que empresas com empreendimentos certificados sejam beneficiadas com os incentivos da prefeitura.

A prefeitura do Rio é pioneira em certificação de construções sustentáveis.

Algumas cidades oferecem a isenção de impostos para imóveis que tenham alguma ação de sustentabilidade específica.

A Vila Olímpica dos Atletas, construção feita para a  Olimpíada de 2016, recebeu a certificação Qualiverde.

Tem mais três projetos em fase de licenciamento de obras:

  • conjunto de edifícios residenciais no Recreio dos Bandeirantes;
  • prédio residencial no bairro Humaitá;
  • prédio no Centro de Treinamento de Pilotos de Helicópteros.

O objetivo da prefeitura, é que sejam certificados em torno de 750 mil metros quadrados por ano, o que representa 15% dos licenciamentos de obras concedidos pelo poder municipal, que no por ano produz cerca de  5 milhões de metros quadrados. Com isso estará se igualando as cidades dos EUA e da Europa.

Incentivos

 

O Qualiverde abrange ações relativas ao projeto, gestão da água, eficiência energética e desempenho térmico.

Para cada um destes itens, a empresa será pontuada de acordo com os mecanismos economizadores que utilizar.

Um conjunto de leis foi criado pelo município para incentivar a adoção de práticas de sustentabilidade nas construções.

A lei de benefícios fiscais propõe a concessão de descontos para alguns tributos municipais como:

  • Imposto sobre Serviços (ISS) durante a obra;
  • isenção/desconto de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) durante a obra;
  • isenção/desconto no Imposto de Transações de Bens Imóveis (ITBI) ao adquirente final;
  • desconto do IPTU após o Habite-se.

A proposta é de que o usuário tenha desconto no IPTU, conforme o selo do empreendimento, benefício que deverá ser renovado a cada três anos, desde que seja provado que as características previstas no Qualiverde estão sendo mantidas.

As construtoras também terão direito ao desconto, de acordo com a certificação obtida.

A lei de benefícios edilícios prevê maior flexibilidade ao projeto arquitetônico, como novas possibilidades de ventilação e sombreamento.

As varandas, por exemplo, terão seus parâmetros flexibilizados, sem interferir na Área Total Edificável do empreendimento.

A permeabilidade será mantida e até aumentada, em função dos sistemas de reuso de água e incorporação de telhados verdes ao projeto.

Essas concessões estarão sempre relacionadas ao conceito da sustentabilidade, desde a fase de projeto até a finalização da obra.

 

Conclusão

 

A certificação green building está diretamente relacionada a todos esses parâmetros e fatores relatados acima e possuem uma grande variedade de possibilidades, conforme relacionado.

O importante nesse mercado, é estar alinhado aos parâmetros exigidos pela certificação escolhida para o empreendimento, um projeto bem planejado considerando todas essa informações como roteiro a ser seguido resultará em um projeto green building.

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Elton Lira

Arquiteto e empreendedor apaixonado por arquitetura sustentável aliada à tecnologia. Entusiasta lutando por uma classe de arquitetos mais unidos.

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